• Alex Fraga

Dourados – Paulo Portuga lança livro em Live da Dagata & Os Aluízios

O poeta, escritor e músico Paulo Portuga estará lançando neste sábado (22), às 19 horas o seu segundo livro de poesias intitulado “Versos para viagem”. O evento fará parte da Live da banda Dagata & Os Aluízios, da cidade de Dourados (MS) que será transmitida pela página do youtube e haverá distribuição de prêmios. Portuga faz parte da banda que tem mais de 20 anos e que faz um trabalho voltado ao rock.


O presidente do Grupo Literário Arandu, professor, poeta e escritor Carlos Magno Mieres Amarilha relata em texto a importância do trabalho do artista para a cultura sul-mato-grossense. “Paulo Portuga, como é conhecido nas terras vermelhas de Dourados, é poeta, professor de Geografia (há mais de duas décadas), cozinheiro de mão cheia, músico das horas vagas e noites de luas, assim como foi cinegrafista de TV, palhaço de aniversário, promoter, empresário, fotógrafo, entre tantas outras gargalhadas dessa vida! Ele na viagem poética veste um blues desabotoado & desbotado com visual dos Ipês, das folhas coloridas das árvores, misturado no meio-da-calçada desvanecida, carregada com aromas de rock’n’roll, surrado, batido, sentido, com muito suor e satisfação de ser jovem, na luta pelo novo, pela mudança, querer transformar o velho, o autoritarismo, o conservador, que manda com o capital suas normas caducas que permanece escravizando os subalternos: “preconceitos e desigualdades/Que só faz empobrecer”.


Os poemas apresentados, segundo Carlos Amarilha, “não tem início, meio e fim; mas uma continuação/extensão que gira em torno de uma ideia, cada poema, tem sua história, significado, desce e sobe um rio, ou mesmo na rua em que, “derramam efêmeras cores”. Assim o poeta canta sua veemência pela vida, pelos filhos, netos, cachorros, vírgula, um eterno apaixonado pela namorada “tudo pode acontecer/pode ser que eu me engane/pode ser que vai chover”.



Acrescenta ainda que o poeta anda de bicicleta, de carro, de trem, de avião, no azul, verde de matas e trás a simplicidade de compor poemas, apinhados de luzes, pintadas de cerrados, cedro e angico para a existência persistir permanecer. O poeta lembra-se da escola, pátio, cercado, prédios e novelas e dos amigos: amigo são como árvores/Que nos dão sombra e abrigo/Nos momentos bons/E nos tombos da vida/ Fincam raízes/Espalham sementes/ Que crescem dentro da gente”. Visualiza o silêncio, e contempla: “para os olhos: o delével”. O livro é também repleto em seus poemas de muita filosofia, “de verdades verificadas/em forma matemáticas”, a contemplação com a natureza, com o simples, mas que é imprescindível para a sobrevivência humana, beleza poética, a formosura de fazer palavras em versos.

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