• Alex Fraga

FLIB2019 – Mesmo com o frio, Djamila Ribeiro atrai grande público!

Apostar na literatura para reeducar e evoluir intelectualmente as pessoas é fundamental. A prova disso foi ontem na primeira noite de debates e palestras da FLIB – Feira Literária de Bonito (MS), com um frio de aproximadamente 10 graus, uma multidão foi ouvir a palestra da pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Djamila Ribeiro, que aliás ficou bem conhecida no país por seu ativismo na internet.


A princípio estava programado o evento no palco principal da Praça da Liberdade, no entanto foi transferido para a tenda denominada Pavilhão das Letras a Palavra Plena. O público compareceu em grande número e ouviu a filósofa negra contar e falar sobre sua história, onde iniciou o contato com a militância ainda na infância. Uma das grandes influências dela, segundo Djamila foi seu pai, um estivador militante e comunista, um homem que apesar de pouco estudo, era muito culto. O nome Djamila, de origem africana, foi uma escolha dele. Aos 18 anos se envolveu com a Casa da Cultura da Mulher Negra, uma organização não governamental santista, e passou a estudar temas relacionados a gênero e raça.


Disse que graduou em Filosofia pela Unifesp, em 2012, e tornou-se mestre em Filosofia Política na mesma instituição, em 2015, com ênfase em teoria feminista. Em 2005, interrompeu uma graduação em Jornalismo. Nesse ponto até fez uma leve piada dizendo que “ainda bem não fiz jornalismo e parti para outra área. Contou que suas principais atuações hoje são realmente: relações raciais e de gênero e feminismo. Atualmente colunista online da CartaCapital, Blogueiras Negras e Revista Azmina e possui forte presença no ambiente digital, pois acredita que é importante apropriar a internet como uma ferramenta na militância das mulheres negras, já que, segundo Djamila, a "mídia hegemônica" costuma invisibilizá-las.


Simpática, firme e coerente no que diz, Djamila Ribeiro conquistou a todos. Ao final ela autografou um dos seus mais recentes livros (esgotou rapidamente), que foi traduzido em francês. Ela também escreveu o prefácio do livro "Mulheres, raça e classe" da filo


sofa negra e feminista Ângela Davis, obra que foi traduzida e lançada em setembro de 2015. Participa constantemente de eventos, documentários e outras ações que envolvam debates de raça e gênero. A palestra foi um grande prêmio para todos que estiveram no local ouvindo esse grande nome da raça negra de luta pelos seus ideais. A FLIB 2019 apostou e deu certo logo de cara. Outras atividades como palestras, oficinas, apresentação de teatro e shows prosseguem nesta sexta-feira.

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