• Alex Fraga

Opinião – Artista é desunido e não tem poder de escolha!

Todos nós sabemos que existe um fervor de expectativa sobre a escolha de quem irá assumir a presidência da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. São inúmeros nomes citados nestes dias, sejam eles pelos artistas e conhecedores de artes, como aqueles que aguardam uma “boquinha” devido frustação de candidatura política. Mas, sabemos que na realidade, cultura não é estática, o que significa que, com o passar dos anos, uma sociedade pode ter a sua completamente transformada. É importante notar que ao mesmo tempo em que as pessoas assimilam a cultura da sociedade em que vivem, também podem modificá-la. Só que muitos não pensam assim. Aqui no Mato Grosso do Sul a classe artística por muitos anos pensa que se indicar um nome e for aceito pelo governador, tudo será solucionado. A frustação sempre é a mesma. Alguns nomes da área em anos anteriores deram até certo sim, mas enfrentaram barreiras enormes com relação ao orçamento e no final foram criticados. Outros com indicação política fizeram bons trabalhos e outros, péssimos. E esse problema vai persistir. O novo presidente da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul que substituirá Mara Caseiro, com certeza assumirá uma verdadeira “bucha de lavar louça”, pois não há dinheiro na pasta e há pouco tempo de governo para fazer algo que agrade a classe artística, que sempre espera “milagres”. Há também essa pandemia que não acabará tão cedo. Deve-se saber que essa escolha é política e pronto. O governador é o dono da caneta. Os artistas jamais foram unidos e assim nunca tiveram forças que possam no mínimo indicar nomes. Sejamos realistas! Existem grupos de interesses apenas. Ou sejam, os que fazem som regional, os do rock, do samba, sertanejo, rap, o pessoal da dança, do teatro, da literatura, artesanato, artes visuais, etc, etc e etc. Além de tudo, dentro da própria classe existe uma briga interna. Têm aqueles que vivem babando e são agraciados financeiramente dos projetos da Fundação de Cultura. Os que não conseguem entrar neles por falta de documentos mínimos. Aquele que fica calado e deixa rolar as coisas e tem medo dar opinião para não ter problemas posteriormente. Não há consenso! Uns desejam beneficiar amigos para que possam ser beneficiados. E assim segue essa verdadeira “bagunça” cultural. A culpa disso tudo em grande parte é do artista e não do governador. Para evitar brigas, então que deixe o presidente interino Gustavo Cegonha ou mesmo escolha um nome que esteja já trabalhando dentro do próprio órgão, como Caciano Lima ou Melly Sena que em texto anterior já havia escrito. E segue a comitiva. Mas por sua vez, volta a estaca anterior... Os chamados ajustes políticos e que é normal sim. Vão dizer, mas a pessoa não entende de cultura, não é técnica. Oras! Há dentro do órgão muita gente boa para orientar e dar esse direcionamento. Elas são pagas justamente para resolver as coisas. Assim o presidente resolve os problemas políticos e ir atrás de recursos. Lembrem-se que Cultura nunca será a cereja do bolo. A maioria das vezes, ela funciona como vela, pois, após um sopro, apaga. É isso!


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